São José usa exames avançados para avaliar saúde das árvores
Atualizado em 29/08/2025 - 09:39
Tomógrafo Ultrassónico e Penetrografia em árvores no centro. Foto: Claudio Vieira/PMSJC 28-08-2025
Exames de tomografia e a penetrografia realizados em árvore localizada na Praça Maurício Cury, na região central - Foto: Claudio Vieira/PMSJC

José Roberto Amaral
Urbanismo e Sustentabilidade

Após conquistar pelo 6° ano consecutivo o certificado internacional do programa Tree Cities of the World, São José dos Campos reforça seu compromisso com a excelência na gestão do patrimônio arbóreo.

O município retomou a realização de exames de última geração, como a tomografia e a penetrografia, fundamentais para avaliar a saúde das árvores que compõem a arborização urbana.

Foram contratados 1.600 exames de penetrografia e outros 100 exames de tomografia, tecnologias que permitem verificar, de forma não invasiva, o estado interno das árvores.

A previsão é que sejam realizados cerca de 70 exames por mês, priorizando espécimes localizados em corredores urbanos e aquelas que apresentam sinais mais perceptíveis de problemas sanitários.

Desde 2021, São José dos Campos já utiliza essa tecnologia de diagnóstico avançado e, até o momento, foram realizados mais de 3.000 exames em árvores do município.

Esse monitoramento contínuo garante informações técnicas precisas para orientar a preservação e o manejo responsável do patrimônio arbóreo.

Além disso, a cidade possui um moderno sistema de identificação das árvores por QRCode, ferramenta que permite à população acessar informações sobre cada exemplar, como espécie, idade aproximada, localização e condições fitossanitárias.

Até agora, 88 mil árvores já receberam o QRCode, tornando São José referência em transparência e inovação na gestão da arborização urbana.

Iniciativa alia sustentabilidade, bem-estar da população e valorização do meio ambiente - Foto: Claudio Vieira/PMSJC

Exames de alta tecnologia

A penetrografia consiste em medir a resistência do lenho por meio da inserção de uma agulha especial, identificando o grau de deterioração da madeira.

Já a tomografia, por meio de sensores e softwares de imagem, permite uma análise detalhada do interior do tronco, semelhante a um exame médico, possibilitando detectar cavidades ou fragilidades estruturais que não são perceptíveis externamente.

“Em algumas árvores adultas vamos aplicar os dois exames para termos um diagnóstico mais completo e preciso. Em muitos casos, os exames funcionam como complementares”, afirmou a bióloga Samara Rached, uma das responsáveis pelo trabalho de campo.

Uso de tecnologias avançadas na arborização reforça o protagonismo de São José | Foto: Claudio Vieira/PMSJC

Mudanças climáticas

Segundo técnicos da Secretaria de Urbanismo e Sustentabilidade, esses exames são essenciais para a segurança da população, especialmente em áreas de grande circulação, como avenidas, praças e regiões escolares.

Em um cenário de mudanças climáticas, com a ocorrência cada vez mais frequente de grandes tempestades e eventos extremos, o monitoramento torna-se ainda mais necessário para reduzir riscos e aumentar a segurança urbana.

Além disso, os diagnósticos fornecem informações científicas que ajudam a definir planos de manejo mais precisos, garantindo a preservação das árvores sempre que possível e a substituição responsável quando necessário.


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