Escolas ensinam libras de forma lúdica em São José
19/05/2023 14:18
Aula de Libras nas escolas na Emefi Luzia Levina. Foto: Claudio Vieira/PMSJC 17-05-2023
A familiarização com a Língua Brasileira de Sinais se dá nas salas de aula por meio de dinâmicas, materiais pedagógicos próprios, vídeos e ainda formação e acesso à plataforma para os professores - Foto: Claudio Vieira/PMSJC

Paula Pessoa
Secretaria de Educação e Cidadania

A familiarização com a Libras (Língua Brasileira de Sinais) acontece de forma lúdica e interativa para mais de 46 mil alunos da rede de ensino de São José dos Campos. 

A inclusão por meio da nova língua acontece de forma natural, no cotidiano dos estudantes, com materiais próprios, plataforma, formação e curso online para professores e apoio da equipe técnica da Educação Especial Inclusiva.

Inclusão na prática

Na Emefi Luzia Levina Aparecida Borges, no Jardim Cruzeiro, as crianças do 2º ano aprovaram a novidade e participam ativamente das propostas. 

“Quando eu estiver com alguém surdo ou mudo vou saber me comunicar com ele, não é difícil de aprender, daqui um tempinho vou estar craque”, diz Bernardo Gonçalves Jerônimo, 7 anos.

“Estou achando muito legal porque quando conhecer alguém e precisar vou saber me comunicar em libras. O sinal que mais gostei de aprender foi o de 'bem-vindos'”, afirma Isabelly Martins Barros, 8 anos.

Segundo a professora Amanda Montalvão, os materiais de apoio são utilizados em sala de aula até duas vezes por semana, com dinâmicas, brincadeiras e vídeos explicativos. “Os alunos adoram e participam muito, falamos bastante sobre a importância da comunicação, este ano eles estão aprendendo inglês e libras e já começam a praticar”, conta.

“A gente percebe a inclusão acontecer, pois agora até para pedir para ir ao banheiro ou sair para beber água agora eles fazem em libras”, destacou a professora.


A orientadora de ensino da Educação Especial, Michele Alves, explica que a familiarização com Libras acontece nos anos iniciais (1º ao 5º ano) por meio de material pedagógico específico e com o suporte de uma plataforma que possibilita a pesquisa dos sinais em em sala de aula e, nos anos finais (6º ao 9º ano) como parte das atividades de Enriquecimento Curricular.

“Os professores tiveram formação com orientações sobre uso do material, que está relacionado ao que nosso currículo da rede de ensino, e pode enriquecer as aulas. A familiarização com a nova língua acontece espontaneamente entre as crianças, que já vão crescer próximas de outras realidades e, assim, a inclusão acontece”, afirma Michele. 

Conheça a Educação Especial Inclusiva

  • Os estudantes surdos, que têm a língua brasileira de sinais (Libras) como primeira língua, podem participar do “Projeto Especial de Libras e da Língua Portuguesa como Segunda Língua”, na Emefi Prof. Maria Aparecida dos Santos Ronconi, com 12 professores interlocutores de Libras e professores especialistas bilíngues no contraturno. 
  • O AEE (Atendimento Educacional Especializado) oferece atendimento aos alunos com deficiência para complementar a formação com atendimentos no contraturno das aulas, em salas multifuncionais.
  • As Salas Multifuncionais têm recursos, como: jogos, tablets, tecnologias assistivas, materiais didáticos e de acessibilidade para a criação de um ambiente de atendimento educacional especializado contribuindo para o desenvolvimento dos estudantes.
  • Os professores do AEE, especialistas na área, estabelecem articulação com os professores da sala de aula, disponibilizando recursos pedagógicos e de acessibilidade, além das estratégias que promovem a participação dos alunos nas atividades escolares.
  • Para os estudantes com deficiência visual (cegueira e baixa visão) são ofertados atendimentos em horário contraturno com professor especialista na área, com atividades de Braille e Orientação e Mobilidade, uso de recursos tecnológicos de acessibilidade, como: os óculos inteligentes e a bengala inteligente.
  • O Atendimento Psicopedagógico Institucional (API) acontece no contraturno para aqueles que possuem mais dificuldades em aprender, alinhado com as necessidades de cada um.
  • Entre outras ações e projetos, a equipe da Coordenadoria da Educação Especial Inclusiva na Secretaria de Educação e Cidadania acompanha e dá todo suporte para as escolas em prol da equidade e inclusão.


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