Sheila Faria
Secretaria de Saúde
Problema de saúde pública mundial, a fratura do fêmur em pessoas idosas tem tratamento diferenciado no Hospital Municipal, com a realização da cirurgia (fixação da fratura ou prótese) em prazo inferior ao estabelecido pela OMS (Organização Mundial de Saúde).
A equipe da ortopedia, com apoio da linha do Trauma, realiza cirurgias desse tipo em média 23 horas após a confirmação da fratura, contra o período preconizado pela OMS, de até 48 horas.
A rapidez aumenta significativamente a eficiência da recuperação do paciente, reduzindo as chances de complicações e óbitos. E muda a vida das pessoas.
O taxista Jovino da Silva, de 75 anos, saiu caminhando com ajuda de andador após consulta pós-cirúrgica na sexta-feira (5), há menos de um mês de ter fraturado o fêmur e colocado prótese no quadril por ter caído de uma cadeira. “Não tenho nenhuma dor, estou me sentindo ótimo”, disse.
Segundo a médica Lais Nunes Salles Pinheiro, coordenadora da Ortopedia do Hospital Municipal, normalmente quando o idoso cai em casa --local mais comum das quedas-- é porque ele é ativo. “Manter essa atividade é devolver o idoso à vida”, afirmou.
A filha, Maysa da Silva Moreira, conta que entre a chegada ao HM e a cirurgia se passaram 9 horas. “As pessoas ficam surpresas quando a gente conta porque em outros locais os pacientes esperam muito tempo para a cirurgia. O atendimento do hospital é excelente e os médicos são maravilhosos, somos muito gratos”.
Balanço
A Linha de Cuidados do Trauma é o carro-chefe do Hospital Municipal. Casos como o do taxista Jovino são frequentes. No ano passado foram realizadas 259 cirurgias desse tipo no Hospital Municipal, mais de 21 por mês. A meta é o paciente ter alta 48 horas após a queda.
Para chegar a esse resultado, o Hospital Municipal implantou um atendimento diferenciado e uma mudança de cultura na Linha de Cuidados do Trauma para que o paciente idoso recuperasse rapidamente a capacidade de andar, a autonomia e a auto-estima.
O projeto foi implantado em 2017 e hoje funciona com padrões internacionais de qualidade. Fazem parte profissionais da Ortopedia, Anestesiologia, Clínica Médica e Fisioterapia, especializados nesse tipo de atendimento.
“São cirurgias de alta complexidade, que demandam recursos materiais e humanos. O hospital precisa já ter a prótese, ter disponível em curto espaço de tempo uma sala no centro cirúrgico e um leito UTI preparado, além da equipe multiprofissional especializada pronta para atuar com celeridade. Muitos hospitais de grande porte não conseguem o resultado que temos aqui”, afirmou o diretor técnico do Hospital Municipal, Carlos Alberto Maganha.”
Prevenção
“O desafio para os médicos em geral é tratar a osteoporose e controlar melhor a qualidade óssea dos pacientes para evitar as fraturas mais comuns nos idosos como coluna, punho, tornozelo e fêmur”, afirmou a médica.
A dica é que os idosos se mantenham ativos e ágeis para não caírem, fazendo atividade física e melhorando o equilíbrio. A família pode ajudar. Entre as dicas estão a retirada de tapetes e objetos da casa que possam fazer o idoso tropeçar e instalar corrimão e barras em locais com risco.
O Hospital Municipal é mantido pela Prefeitura de São José dos Campos e gerenciado pela SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina).
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