Professores de Arte têm formações e projetos inovadores
Atualizado em 06/06/2023 - 15:26
Aula de artes no MIC com forno de cerâmica
Experiência prática: alunos estudam sobre cultura e arte com construção e queima de peças em cerâmica; professores fazem formação específica com artistas - Foto: PMSJC

Paula Pessoa
Secretaria de Educação e Cidadania

A arte e suas diversas manifestações são parte do currículo da rede de ensino municipal, com formação continuada com temáticas específicas para os professores de Arte durante HTC (Horário de Trabalho Coletivo) que inspira aulas mais criativas e projetos diferenciados.

Na última semana de maio, a formação ocorreu de forma imersiva, tendo a participação de artistas professores convidados, como Matheus Machado, com exemplos de Arte Urbana, Pedro Fonseca e arte de cerâmica e também de Carolina Pereira, que assina seu trabalho como Lumina Pirilampus. Os artistas puderam compartilhar suas obras, projetos criativos, ideias, reflexões em momento de troca de saberes com os educadores da rede municipal. 

Formação

Segundo a equipe técnica da Secretaria de Educação e Cidadania, na formação específica por área, os educadores foram convidados a relacionarem com o fazer artístico e o processo artístico dos professores artistas convidados, o que contribui para reflexão e inovação nas práticas pedagógicas e no processo artístico em sala de aula, impactando diretamente a aprendizagem dos estudantes.

“Eu amo esses HTC’s diferenciados. A presença dos artistas e das peças de arte são enriquecedoras. Nós conseguimos ampliar conhecimentos, trocar ideias de como aplicar em sala de aula e até  marcar uma visita desses artistas na escola. Isso faz com que tenha um significado muito maior para o conhecimento das crianças”, afirmou Renata de Oliveira Sebastião, professora na Emefi Therezinha do Menino Jesus Soares do Nascimento, no Dom Pedro.

“A troca de experiências é muito rica e a questão do professor e artista trabalharem juntos é maravilhosa”, disse Ana Paula da Silva, professora da Emefi Dom Pedro de Alcântara, no bairro Dom Pedro.

Experiências práticas

Na Emefi Palmyra Santanna, na Vila Industrial, as aulas de Arte  foram investigativas  com  a realização da produção de cerâmica, com o percurso do estudo sobre os povos da Antiguidade e a relação com a argila, modelos, tipos e as histórias registradas nas peças.

O aprendizado transbordou das salas de aula e houve a vivência com a construção de um forno para a queima da cerâmica, atividade que aconteceu na última semana, nos espaços abertos do MIC (Museu Interativo de Ciências), sob coordenação do professor Pedro Fonseca.

“Após os estudos em sala, os alunos praticaram como seria as peças de cerâmica a partir do desenho, todos fizeram as produções pensando em uma história para contar. Depois, eles foram para a parte prática, modelando na argila. O ciclo desse aprendizado fechou na grande queima da cerâmica, ver todo esse tempo de espera ganhar o seu valor e que tudo tem seu processo”, explica o professor.

As alunas do 4º ano Maria Luisa e Daniela, com 9 anos, aprovaram a experiência. “Gostei muito da atividade de fazer a queima da cerâmica e ver o forno. Arte é importante porque a gente aprende várias culturas além da nossa”, disse Maria.

“As aulas foram super legais, gostei de colocar as madeiras para o forno. A importância da Arte é a gente poder aprender coisas novas e culturas”, destacou Daniela.


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