Sheila Faria
Secretaria de Saúde
O Hospital Municipal tem uma filial ambulante de peso. É o PHD (Programa Hospitalar Domiciliar), que atende a média de 150 pacientes por mês, entre crianças, adultos e idosos, com necessidades variadas. No ano passado, foram 1.929 pacientes atendidos em casa.
O serviço é personalizado, um plano de ação para cada paciente do HM. O tempo de duração depende do tipo de tratamento. A equipe --formada por médicas, enfermeiras e técnicas de enfermagem-- trabalha de domingo a domingo.
“Atendemos, por exemplo, crianças que precisam de antibióticos injetáveis e acompanhamento, jovens que sofreram traumas, pacientes da ortopedia que estão aguardando a segunda cirurgia, entre outros tratamentos”, disse Alice Juliana Otoni Muller, médica do PHD.
Também há pacientes que se submeteram a traqueostomias (procedimento cirúrgico na região do pescoço para facilitar a entrada de ar aos pulmões), que se alimentam por sondas, que têm lesões que necessitam de curativos diários e dependentes de oxigênio.
Em alguns casos, a ação do PHD evita internações longas quando, por exemplo, o paciente está aguardando a chegada de um equipamento de ventilação mecânica. Com o PHD, ele pode ser tratado em casa durante esse período.
Conexão
A chave para que tudo corra bem é o engajamento da família. “É preciso que se crie uma conexão com os familiares, que eles aceitem a nova realidade em casos mais complicados e crônicos e busquem aprender a cuidar do parente enfermo”, afirmou a médica.
Essa conexão foi estabelecida com sucesso com a paciente Maria Aparecida da Silva Mendes e o marido dela, Sebastião Raimundo Mendes. Apesar de a equipe do Hospital Municipal ainda precisar visitar a paciente diariamente, o marido já tem feito curativos com habilidade.
Maria Aparecida foi atropelada por um ônibus em São José em maio e tem que receber cuidados especiais nas lesões da mão e do pé, os mais atingidos no acidente. Ela passou por 3 cirurgias e 2 internações no HM.
“Sem essa ajuda dos curativos em casa, seria muito mais difícil. Não me abati com o acidente mas sei que preciso de muita ajuda ainda e essa equipe me dá. Meu sonho é voltar às minhas atividades”, afirmou a paciente.
Amizade
Os profissionais do PHD acabam virando amigos dos pacientes e das famílias, criando um relacionamento cujo elo é o bem estar de quem precisa de cuidados.
Um número de whatsapp é fornecido para as famílias para que elas possam pedir ajuda ou tirar dúvidas. “Alguns procedimentos são mais difíceis de ensinar, levam mais tempo para o familiar responsável conseguir fazer e podem surgir dúvidas”, disse a médica.
A equipe também faz busca ativa para identificar, ainda na internação, pacientes estáveis que podem se beneficiar do programa.
“Nosso objetivo é que o paciente fique em condições de continuar o tratamento nas unidades de saúde, ou em casa, com o cuidado de um familiar. O importante é que ele não se sinta sozinho enquanto se recupera”, disse a médica Alice.
O Hospital Municipal é mantido pela Prefeitura de São José dos Campos e gerenciado pela SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina).
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