Paula Pessoa
Secretaria de Educação e Cidadania
Ensinar a ler e escrever é um dos processos da Alfabetização com foco especial nas escolas municipais da Educação Infantil, a partir do Pré 2. As descobertas das letras e palavras pelos pequenos acontecem de forma lúdica e com apoio de professores alfabetizadores, materiais pedagógicos e jogos do Recupera Alfabetização.
As escolas aproveitam a realidade das crianças para aproximar a leitura e escrita da rotina escolar, com a construção de bilhetes, cartazes e projetos coletivos.
Na Emei José Sodero Bitencourt, no Bosque dos Ipês (região sul), uma turma do Pré 2 se solidarizou com o colega que perdeu um dente na escola e confeccionou cartazes para mobilizar a comunidade escolar numa busca fofa e divertida.
Já na região norte, as crianças da Emei Maria Aparecida Candelaria Bernardes Ottoboni, na Vila Nossa Senhora das Graças, desvendam alguns mistérios do universo enquanto descobrem as letras e palavras.
Confira as histórias abaixo e a galeria de fotos.
À procura do dente perdido
As crianças do Pré 2 têm entre 4 e 6 anos e estão na fase de troca dos dentinhos, momento cercado de histórias e expectativas. Numa tarde de maio, Nicolas Miriano Pereira, 5 anos, da Emei José Sodero Bitencourt contou para sua professora, Juliana Sousa, que estava triste por ter perdido o dente de leite enquanto brincava no parque emborrachado.
As crianças então, inspiradas pela amiga Valentina Sales Moreira, 5 anos, decidiram ajudar o colega em busca do dente perdido. Sob orientação da educadora, a turminha escreveu bilhetes e cartazes que foram espalhados pela escola. A busca virou oportunidade de passarem por uma experiência prática treinando a comunicação escrita e oral e foi narrada numa história em quadrinhos.
“Na roda de conversa com eles, o Nicolas contou que estava triste porque tinha perdido o dente, a turma toda foi procurar no parque, com lupa e tudo. Depois da busca, a Valentina contou que uma vez tinha perdido o cachorro e que a mãe dela fez um cartaz de “Procura-se” com a foto do cachorro e colado pelas ruas. A partir disso, fizemos escrita coletiva na lousa e depois cada um deu sua contribuição com a escrita e desenhos. Espalhamos os cartazes pela escola e produzimos a história em quadrinhos”, explica a professora.
“Perdi meu dente no parquinho, daí fomos procurar, fizemos cartazes e depois colamos na escola. No final de tudo, acho que a fada do dente que pegou, eu ganhei uma nota (de dinheiro)”, conta Nicolas.
“Eu já perdi meu cachorro, o Snow, que fugiu pela porta aberta, então minha mãe fez cartazes e depois achamos o nosso cachorro. Aqui na escola desenhamos para ajudar o Nicolas. Eu gosto da escola porque aprendemos as letras”, diz Valentina.
Segundo Juliana, a Alfabetização é mais prazerosa e lúdica ao se considerar a rotina e as ideias das crianças. “Como a gente está abrindo as portas da alfabetização para eles, eles têm que gostar, tem que ser prazeroso, para que queiram estar aqui e gostem da atividade”, destacou.
Descobrindo o Universo
Do outro lado da cidade, na região norte, os pequenos da Emei Maria Aparecida Candelaria Bernardes Ottoboni aprendem sobre o Universo, planetas e estrelas a partir de questionamentos como: “o que há no espaço?”; “onde fica a lua?”; “quem pode ir para o espaço?”.
A curiosidade tem vez na sala de aula e, sob orientação do professor Leandro Rodrigues, se transforma em conhecimento nos murais, desenhos, bilhetes e até no foguete de papelão montado pela turma.
“O planejamento das aulas é construído a partir do protagonismo das crianças, conforme nosso currículo, que tem propostas de interações, brincadeiras e investigações. Com os materiais de apoio eu relaciono projetos e atividades. As crianças são curiosas por natureza, participam muito bem e estão dando retorno positivo”, explica Leandro.
“O professor vai contando histórias e a gente desenha o que ele conta. Eu gosto da minha escola, do professor e dos amigos”, diz Miguel da Silva Rodrigues, 6 anos.
“Eu gosto de aprender a escrever. Quero ser professora, cozinheira, doutora e fazer faculdade. A nossa escola é muito legal”, afirma Emma Moraes Rodrigues, 6 anos.
De acordo com a coordenadora da Secretaria de Educação e Cidadania, Odaline Monteiro, a Educação Infantil trabalha a escrita e leitura a partir das situações cotidianas significativas, contando também com as ferramentas de apoio nas salas. “Com as situações de mais significado para as crianças, trabalhamos escrita e leitura, a partir do que eles vivem e partilham nos grupos e com apoio dos materiais didáticos e jogos para auxiliarem o planejamento dos professores. A experiência tem sido incrível”, afirma.
Alfabetização tá ON!
A infância é uma fase importante no desenvolvimento das crianças e tem total atenção da Prefeitura de São José dos Campos, com projetos e novos investimentos para atender as escolas da Educação Infantil com segurança e cuidados, com novas unidades escolares e novidades, como o professor Alfabetizador e os jogos pedagógicos de Alfabetização para as turmas do Pré 2.
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