Paula Pessoa
Secretaria de Educação e Cidadania
A tecnologia transforma o mundo de diversas maneiras, desde as ferramentas mais simples até as complexas, e é uma importante aliada na educação. Em São José dos Campos, a Prefeitura investiu mais de R$ 3 milhões em recursos para a educação especial e inclusiva, que será ampliada com recursos tecnológicos.
A rede de ensino municipal adquiriu 100 óculos inteligentes, com câmeras acopladas que possibilitam a leitura de livros, placas, cédulas e fisionomias, que os alunos com cegueira ou baixa visão podem levar para a casa, contribuindo com a aprendizagem.
Bengalas inteligentes foram adquiridas para mais mobilidade, autonomia e desenvolvimento dos alunos cegos, que contarão ainda com ensino de sistema Braille de escrita e leitura.
Aos poucos, os estudantes se descobrem com mais autonomia, confiança, autoestima, e novas descobertas dentro e fora da escola. Conheça duas histórias de vida transformadas por essa inovação.
+Independência na Emefi Profª Maria Antonieta
Ações simples do cotidiano escolar como andar pelos corredores até a sala de aula, ir ao refeitório ou parquinho, escolher um lugar para se sentar, ler livros e placas, entre outras, podem passar despercebidas para muitos. Mas para quem tem deficiência visual cada ação rotineira conquistada com autonomia tem um novo significado, repleto de oportunidades e descobertas.
Rosana Ribeiro dos Santos, mora no Pinheirinho dos Palmares com o filho Italo Henrique Jerônimo, 7 anos, que está no 2º ano na Emefi Profª Maria Antonieta Ferreira Payar. Segundo Rosana, o garoto “está todo feliz na escola e ansioso para poder ‘sair por aí’ sozinho com sua nova companheira, a bengala inteligente”.
“Ganhei outros óculos esse ano, agora tenho dois, um é para usar em casa. E tenho a bengala, fiquei feliz com ela. Agora já posso vir sozinho para a escola?”, pergunta animado.
“Fiquei encantada com os óculos, é uma novidade boa, quando ele chega em casa com os óculos já reconhece os rostos, meu, do irmão dele e da avó. A bengala tem sido ótima também, ele já quer andar sozinho pela cidade, tenho até receio (risos). Tudo isso é importante daqui para frente para meu filho ter mais autonomia”, diz Rosana.
“A tecnologia que foi disponibilizada para o Ítalo e demais alunos é incrível, ele gostou e está desenvolvendo mais autonomia, circulando pela escola, conhecendo novos espaços e, com isso, o aprendizado dele também se desenvolve mais. Ítalo é esperto e inteligente e tem se sentido mais seguro a cada dia”, comenta Claudia Helena Aparecida de Oliveira, professora do Atendimento Educacional Especializado (AEE) na escola.
“O Ítalo é pura alegria na escola, ele está cada vez mais autônomo e independente, é acolhido pelos amigos e por todos na escola. Na Sala de Leitura, com os óculos ele mesmo escolhe os livros que quer. A tecnologia ajuda o dia a dia do nosso trabalho como professor e contribui para os alunos”, frisa a professora Kely da Silva Ribeiro.
+Autonomia na Emefi Dom Pedro
Segundo Daiane da Silva Pereira, mãe da Anna Júlia da Silva Fernandes, 7 anos, do 2º ano da Emefi Dom Pedro de Alcântara, a pequena “gosta muito de ir para a escola porque tem amigos, gosta do lanche, das professoras, da sala da AEE e, especialmente, das sextas-feiras que pode levar brinquedos”.
Nas últimas semanas, Anna Júlia tem aproveitado ainda mais a rotina escolar, pois circula pelos ambientes acompanhada de seus óculos e bengala inteligentes. “Os óculos falam o nome da mamãe quando ela passa na minha frente e ajudam a ler os livros. A bengala me ajuda a caminhar, se bater em algo, ela avisa. Eu gosto e acho isso muito bom”, diz a aluna.
“Ela está se adaptando bem às novas ferramentas, que vão ajudar para ela crescer e aprender mais. A Anna amou a bengala,até andou de metrô em São Paulo pela primeira vez, é atenta, curiosa, tem ótima memória. Fico feliz por minha filha crescer com mais independência", conta Daiane.
“ A Anna Júlia está muito bem na escola, consigo imaginá-la chegando na faculdade e trilhando seus caminhos. Os óculos ajudam com o reconhecimento facial, a leitura dos livros e outras rotinas. A bengala é essencial para autonomia dela e isso é prioridade na inclusão”, afirma a professora Ana Maria Venturini.
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