Cláudio Souza
Secretaria de Apoio Social ao Cidadão
O aposentado José Nelson dos Santos, de 61 anos, é um exemplo de superação, força de vontade e amor à vida.
Nesta segunda-feira (11), em que foi comemorado o Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson, ele deu mais uma prova de que é possível vencer as limitações físicas e de saúde.
Acordou empolgado para participar de palestra sobre o tema promovida pela Prefeitura mas, portador da doença há 6 anos, foi surpreendido por um congelamento dos movimentos do corpo.
Mas não desistiu. Após uma hora, conseguiu sair de casa e chegar ao Cefe (Centro de Formação do Educador).
"Temos a doença, mas não somos doentes. Com tratamento e ajuda, é possível ter uma vida praticamente normal", disse Santos, que é presidente da AVPP (Associação Vida Plena com Parkinson).
As oficinas de sensibilização também tiveram destaque no evento
Apoio mútuo
Fundada no ano passado, a entidade já tem 30 associados, que estão sempre em contato trocando informações, por telefone ou em encontros presenciais, e se ajudando mutuamente com apoio psicológico.
"É comum a falta de informações de como ter uma vida praticamente normal com tratamento. Por isto, iniciativas como esta da Prefeitura de promover uma palestra sobre o assunto são fundamentais", afirmou Santos.
"Todas as vezes que precisei dos serviços de saúde municipais, fui muito bem atendido", completou.
Vice-presidente da associação, a aposentada Marina Lazzarini, de 73 anos e há 14 convivendo com o Parkinson, também destacou a importância do evento.
"Foi uma aula para todos nós. É fundamental se lançar cada vez mais luz sobre este assunto", disse Marina Lazzarini, vice-presidente da associação.
Vida renovada
Apesar da doença, Santos não se abate. Muito simpático com todos que participaram da palestra, ele está ainda mais sorridente nos últimos meses.
E não é para menos. Aos 61 anos e no segundo casamento, será pai pela terceira vez.
"Minha mulher está no quarto mês de gravidez. Estou muito feliz de ser pai novamente, mas a maior alegria é dela, já que seu desejo sempre foi ser mãe".
Cuidados constantes
A palestra "Doença de Parkinson: reconhecer para cuidar melhor" foi ministrada pela neurologista Bruna Pinotti Ferreira Leite, preceptora do Ambulatório do Hospital Municipal na área de transtorno de movimento, específica para os cuidados com quem tem Parkinson.
Foi mais uma iniciativa da Secretaria de Apoio Social ao Cidadão, por meio da Assessoria de Políticas e Direitos dos Idosos, em parceria com a Secretaria de Saúde.
Ao usar o microfone, seu Nélson disse que ele e dona Marina seriam intrusos no evento, já que o público alvo eram profissionais das áreas de Saúde e Assistência Social da Prefeitura.
Do palco, a doutora Bruna disse que, pelo contrário, eles eram os atores principais. As palavras foram acompanhadas por um belo sorriso, em um dos momentos mais emocionantes.
"Seu Nélson e dona Marina são exemplos para todos nós. Muitas vezes, o paciente de Parkinson mais se esconde do que vive. Mas, com tratamento correto, é possível restabelecer uma vida praticamente normal", afirmou a neurologista.
"Palestras como esta são fundamentais. Temos que chamar atenção para os sinais do Parkinson. Quanto antes se diagnostica a doença, melhor a qualidade de vida do paciente ao longo dos anos".
Durante o evento no Cefe também foram montadas oficinas de sensibilização por terapeutas ocupacionais que trabalham nas Casas do Idoso.
A doença
O Parkinson é uma doença neurológica que afeta os movimentos da pessoa. Causa tremores, lentidão de movimentos, rigidez muscular e desequilíbrio, além de alterações na fala e na escrita.
Ocorre por causa da degeneração das células situadas numa região do cérebro chamada substância negra. Essas células produzem a substância dopamina, que conduz as correntes nervosas (neurotransmissores) ao corpo. A falta ou diminuição da dopamina afeta os movimentos, provocando os sintomas acima descritos.
Não existe cura para a doença, porém ela pode e deve ser tratada não apenas combatendo os sintomas, como também retardando o seu progresso.
Serviços municipais
Na rede municipal de saúde de São José, o atendimento aos portadores da Doença de Parkinson é feito pelos neurologistas e geriatras.
Os pacientes também são encaminhados para reabilitação com profissionais como fisioterapeutas, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais.
A rede pública, por meio da UES (Unidade de Especialidades de Saúde), também disponibiliza medicamentos para tratamento da doença.
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