Aparelhos não invasivos ajudam pacientes de covid na emergência
Atualizado em 20/07/2021 - 17:36
Treinamento helmet
O capacete de oxigenação contribui para reduzir internações - Foto: PMSJC

Cláudio Ribeiro
Secretaria de Saúde

O arsenal terapêutico das unidades de pronto atendimento (UPA) da Prefeitura de São José dos Campos foi reforçado neste mês com a aquisição de 12 equipamentos de suporte ventilatório não invasivo para os casos de insuficiência respiratória aguda grave, que é a complicação ameaçadora à vida mais frequente da covid. Trata-se de uma espécie de capacete, que pode ser acoplado à rede de oxigênio local e oferecer alívio aos pacientes atendidos na emergência.

A ferramenta é uma interface entre o paciente e o aparelho de ventilação mecânica ou fluxo do oxigênio, um meio de fazer com que o ar chegue de forma não invasiva. É diferente da intubação, que necessita de um tubo orotraqueal. O capacete envolve a cabeça inteira do enfermo e é selado com um colar macio e hermético no pescoço.


Esse dispositivo pode ajudar a reduzir o número de internações ou evitar a intubação. Estudo realizado pela Universidade de Chicago mostrou que o grupo usou o equipamento, também chamado de helmet, passou menos tempo em UTI e teve maior sobrevida.

Com inovação, tecnologia e gestão, a equipe de saúde do município busca melhoria contínua no atendimento aos pacientes de covid. Graças a um sistema integrado e planos de assistência rápida, São José tem mantido índices de letalidade abaixo da média das cidades do mesmo porte.

Entre as principais medidas, estão a construção do Hospital de Retaguarda – que permitiu a expansão dos leitos covid –, a implantação de protocolos de testagem rápida e o monitoramento domiciliar das pessoas com resultado positivo (uso de oxímetro). A rede de urgência e emergência atende em média 890 pacientes com sintomas respiratórios diariamente, que são acolhidos pela equipe para o diagnóstico diferencial e tratamento.


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