Bianca de Aquino
Fundação Cultural Cassiano Ricardo
Com todos os espaços culturais fechados em razão da pandemia da covid-19, a Fundação Cultural Cassiano Ricardo teve que se reinventar para levar as ações culturais para as casas dos joseenses. O desafio foi grande ao transformar as atividades presenciais em virtuais, mas os resultados têm sido significativos tanto para os artistas quanto para a população.
O que antes era apresentado em teatros, museus e casas de cultura agora invade as casas, que viram cenários para atividades artísticas, como a dança, a música e as artes plásticas.
O aprendizado está servindo a todos, independente da faixa etária. A família participa mais das aulas, facilitando o acesso das crianças e atraindo os mais velhos pra uma nova realidade.
Hoje, há quase um ano desse isolamento social, vários programas e ações culturais virtuais já fazem parte da rotina das pessoas. No Programa Arte nos Bairros, as oficinas culturais, por exemplo, movimentam cerca de cem orientadores artísticos, além dos produtores, que ensinam mais de mil aprendizes virtualmente.
Ao transformar essas ações até então presenciais para o modo online, a FCCR teve o cuidado de manter os mesmos orientadores nos dias e horários habituais das casas de cultura. Essa rotina mantém o vínculo afetivo entre os participantes.
O músico Kardec Gonzaga, 63 anos, é instrutor de oficinas de acordeon e teclado do Programa Arte nos Bairros. Já adaptado ao formato online, ele destaca a importância da manutenção das oficinas durante a pandemia. “As aulas tiram as pessoas da monotonia. Tenho alunos acima dos 60 anos e eles mesmos falam que as oficinas virtuais vieram em boa hora”.
“Essa experiência é extraordinária”, afirma Maria de Lourdes da Silva, 71 anos, doméstica, aluna da oficina de acordeon, do mestre Kardec. Antes da pandemia, ela não fazia parte de nenhuma oficina. Ela conta que, no início, teve dificuldade, mas com a ajuda do professor agora ela tira de letra. “É uma alegria fazer as aulas”.
A atriz Ana Cristina Freitas, 40 anos, integrante do Grupo Nômade e do Teatro D'Aldeia, ressalta a necessidade de manutenção da arte durante a pandemia, tanto do ponto de vista econômico como a oportunidade de assistir a peças, shows, exposições, palestras de todo canto do Brasil e do mundo.
Aliados
Na opinião da psicóloga e psicanalista clínica Alessandra Luísa Toledo de Oliveira Murat, a mudança temporária do modelo de ação cultural para o modelo virtual é de extrema relevância. “Neste momento de isolamento social, todos nós precisamos estar ativos e dinâmicos para lidar com os desafios da vida cotidiana.
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