Ampla rede de serviços proporciona vida nova a idosos
Atualizado em 29/05/2020 - 10:43
Atividades Casa Idoso Sul e Leste 20/02/2020
Mais de 6 mil pessoas frequentam as 4 unidades das Casas do Idoso todos os meses - Foto: Charles de Moura/PMSJC

Giselle Marinho
Secretaria de Apoio Social ao Cidadão

“Vir para a Casa do Idoso mudou a minha vida. Aqui, comecei a viver de novo.”

É com essa lucidez que o joseense Eugênio Daniel Filho, de 65 anos, define a experiência dele na Casa do Idoso, unidade sul.

Aposentado há 10 anos, Daniel, como é conhecido pelos colegas, perdeu a esposa há pouco tempo, vítima de câncer. Ele relata que depois disso ficou muito triste e depressivo, até que um amigo alertou que ele não poderia ficar assim e indicou a Casa do Idoso para que pudesse fazer atividades.

Há 5 meses usufruindo dos serviços da Casa, Daniel é pura energia: joga basquete, vôlei, peteca, sem contar as aulas de dança. “Pra mim, aqui é um clube, ainda por cima cheio de amigos.”
Sobre o serviço da Casa, ele é só elogios. “Profissionais dedicados, boas instalações e, o melhor, tudo de graça. Nasci aqui e tenho orgulho de ter acompanhado essa cidade crescer e agora poder contar com um serviço deste nível”, concluiu.

Centro Dia: Construção e reconstrução de vínculos

Dona Maria Neiva Rosa, aposentada de 72 anos, vivia só em casa. Sentava, assistia TV e raramente saía. Devido a graves problemas ortopédicos. Ela tem mobilidade reduzida desde criança e, por isso, depende dos cuidados da irmã Terezinha, que também é idosa, para viver.

Apesar do amor fraterno que une as duas, a sobrecarga da irmã de Neiva acabava gerando conflitos familiares. Foi quando uma prima buscou ajuda no Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social).

Após uma avaliação da equipe de assistentes sociais e psicólogos da Prefeitura de São José dos Campos, dona Neiva passou a integrar o Centro Dia, serviço que vem sendo ampliado pela atual administração com o intuito de proporcionar acolhimento, proteção e convivência a idosos semi dependentes, cujas famílias não têm condições de prover estes cuidados durante todo o dia ou parte dele.

De segunda a sexta-feira, uma van da Prefeitura busca dona Neiva logo cedo e a leva para a Casa do Idoso, unidade norte. Lá, ela participa das atividades da Casa, é acompanhada por profissionais, dos quais ela não esquece o nome e fala com emoção do quanto é bem cuidada. “Gosto demais deles e eles também gostam de mim.”

No fim da tarde, ela retorna para casa e fica aos cuidados da família.

Além de permitir a convivência com outras pessoas, o Centro Dia ainda trouxe mais leveza e harmonia ao relacionamento das irmãs. “Já morei com muitos irmãos, mas já estou com a Terezinha há 11 anos. Ela tem muito cuidado comigo e diz que não quer mais se separar de mim. Eu já decidi, agora só me separo dela quando eu partir.”

Em domicílio, o apoio que reúne

É com muito entusiasmo que Maria Conceição Simplício, de 88 anos, fala sobre a visita da equipe do atendimento domiciliar.
“Eles conversam muito com a gente. Eu adoro eles."

Dona Maria é fisicamente capaz e consciente, mas alterna essa condição em alguns momentos, em função da idade. Ela poderia participar das atividades da Casa do Idoso Centro, porém por questões relacionadas à vulnerabilidade social, recebe os profissionais em casa.

Psicólogo, terapeuta ocupacional e um assistente social compõem o grupo que visita a idosa semanalmente.

Porém, o que dona Maria talvez não perceba é que a visita vai além do cuidado direto com ela. Atende a família toda.

O neto, Tiago Luiz Simplício, 35 anos, autônomo, conta que os cuidados com a avó às vezes ocasionavam divergências, mas que o atendimento domiciliar trouxe informações, orientação e ajudou a fortalecer os vínculos familiares. “Hoje, os filhos conversam para decidir as coisas. Quando ela caiu e se machucou, toda a família se mobilizou para cuidar dela.”

Sobre a mudança da avó depois das visitas, ele não tem dúvidas: “ela ficou mais alegre". "Pergunta quando eles vão vir, se já ligaram. E, quando marcam a vinda aqui, ela se arruma, fica animada. É só felicidade.”

Serviços

A utilização dos serviços do Centro Dia depende de avaliação socioassistencial feita pelos Creas, onde são priorizadas situações de violação de direitos, isolamento social e sobrecarga do cuidador. Para o atendimento domiciliar a avaliação e indicação é feita pelos Cras (Centro de Referência de Assistência Social). Também neste caso, são considerados critérios de vulnerabilidade social.

Centro Dia
160 vagas

Atendimento domiciliar
120 vagas

Mais de 6 mil pessoas frequentam as 4 unidades das Casas do Idoso todos os meses. Além das atividades oferecidas em diversas modalidades, os usuários ainda contam com serviços de enfermagem, geriatra, psicólogo e nutricionista.

Para participar é necessário residir em São José dos Campos e ter mais de 60 anos. As inscrições são feitas no local, de acordo com o número de vagas para cada atividade e podem ser feitas das 8h às 17h.


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