De volta ao lar: trabalho integrado reúne famílias e acolhidos
Atualizado em 29/05/2020 - 10:47
Apoio Social ao Cidadão
Marcos foi encontrado pela família graças a matéria publicada no site e mídias sociais da Prefeitura - Foto: PMSJC

Giselle Marinho
Secretaria de Apoio Social ao Cidadão

"Depois de se desentender com a família, por conta do uso de drogas, Marcos Vinícius Gonçalves Nogueira, de 22 anos, deixou a casa da família para viver nas ruas. Após abordagem do Apoio Social, ele aceitou acolhimento no abrigo da Prefeitura de São José dos Campos. Na instituição, passou pelo médico, recebeu orientações sobre como se cuidar e proteger nesta época de pandemia, alimentou-se adequadamente e ainda ganhou a oportunidade de receber tratamento para a dependência química.”

Essa história já foi contada no site e mídias sociais da Prefeitura. E seria mais um relato motivador, não fosse pelo desfecho, dias depois.

Graças à matéria publicada nos canais de comunicação oficiais do município, os pais de Marcos descobriram que ele estava acolhido pelo município e foram buscá-lo no abrigo.

O acolhimento qualificado, a transparência nas informações e ações da Prefeitura, assim como a sensibilidade na condução do trabalho, fizeram a diferença para uma nova fase na vida de Marcos.

“Só tenho a agradecer à equipe do abrigo pela forma que fui tratado, pelo cuidado. E ter a oportunidade de contar a minha história também foi importante para eu ter a chance de recomeçar.”

De volta ao lar, o jovem fala sobre felicidade e planos para o futuro. “Conversei com meus pais e estamos juntos novamente e muito felizes. Agora é esperar essa quarentena passar para conseguir um trabalho e ajudar minha família.”

Vírus da conciliação

Histórias como essa se tornaram frequentes na cidade durante o último mês, período em que dez pessoas deixaram os abrigos para voltar a viver em família.

Embora a pandemia do Coronavírus seja o fator preponderante para o fenômeno, o trabalho de resgate e fortalecimento de vínculos realizado pela equipe da assistência social é fundamental para a reaproximação das famílias.

No caso do Márcio Vieira da Silva, de 46 anos, o retorno para a casa da mãe se deu em função de uma febre, que levou o acolhido para isolamento, precaução necessária durante a pandemia.

Como Marcio apresentou sinais de depressão, a assistência social entrou em contato com a família. Diante da situação, ele voltou para casa, onde está vivendo com a mãe.

De acordo com a irmã dele, Regiane da Silva, de 36 anos, com ele em casa, todos estão mais tranquilos. “Agora conseguimos ter certeza de que ele está se cuidando e em casa”.

Sobre o acolhimento, Regiane ressalta que irmão foi muito bem cuidado pela equipe e sempre pode manter contato com ele enquanto estava abrigado.

“Ligava para ele quase toda semana. Fui buscá-lo para passar o Natal comigo. O atendimento deles sempre foi ótimo.”

Acolhimento

São José dos Campos conta hoje com seis abrigos para pessoas em situação de rua. No início de abril, o município ampliou o número de vagas em 24%, visando proteger todos aqueles que não tem onde morar, durante a pandemia.

Todas as unidades de abrigamento tem como premissa a reinserção social e familiar das pessoas abrigadas, e por isso investem no fortalecimento de vínculos com os parentes, apoio psicológico e atividades diversas para resgatar a autoestima e independência dos atendidos.


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