São José tem mostra em homenagem a Zanine Caldas
Atualizado em 28/11/2019 - 19:09
Exposição Zanine
Exposição é composta por móveis projetados por Zenine, além de painéis com fotos e textos - Foto: Divulgação

Bianca de Aquino
Fundação Cultural Cassiano Ricardo

A obra e o legado do arquiteto Zanine Caldas serão homenageados em uma exposição na Residência Olivo Gomes, localizado dentro do Parque da Cidade (avenida Olivo Gomes, 100, Santana), na zona norte. A mostra foi aberta na última quarta-feira (27), com o lançamento de um livro também em sua homenagem. A obra tem o patrocínio da Fundação Cultural Cassiano Ricardo.

Intitulado ‘José Zanine Caldas’, o livro comemora o centenário de nascimento do arquiteto e contou com a colaboração de seus familiares e outras pessoas de seu convívio.

A autoria é de Maria Cecilia Loschiavo, professora titular de design da FAUUSP; Lauro Cavalcanti, crítico de arquitetura e diretor da Casa Roberto Marinho; e Amanda Beatriz Palma de Carvalho, pesquisadora da obra de Zanine.

A mostra ficará disponível até o próximo domingo (1º de dezembro) e vai ocupar a sala de estar, sala de jantar e a entrada, com móveis projetados por Zanine.

O público poderá conferir a exposição das 9h às 17h, mediante monitoria de um graduando em arquitetura. Também compõem a mostra projeção de vídeo com a trajetória do artista e painéis com fotos e textos.

Perfil

Natural de Belmonte (BA), Zanine Caldas foi um paisagista, maquetista, escultor, moveleiro e arquiteto autodidata, reconhecido como um ícone do design brasileiro. Devido ao seu talento, era chamado de ‘Mestre da Madeira’. Em 2019, completaria 100 anos.

Em São José dos Campos, deixou seu legado por meio da fundação da Móveis Artísticos Z, em 1949, que produziu móveis por 12 anos para o DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial) e a classe média, com forte influência modernista.

A empresa foi pioneira na industrialização de móveis criados com madeira sustentável. Também construiu casas na região e produziu a maquete da Residência Olivo Gomes.

Em 1968, voltou para a Bahia e lá iniciou uma produção de móveis artesanais esculpidos em madeira maciça, a partir das sobras dos processos de desmatamento e das queimadas. Se envolveu em diversos projetos sociais e passou por vários países, ganhando uma exposição individual no Museu de Artes Decorativas do Louvre, em Paris.

Parque da Cidade Roberto Burle Marx

Avenida Olivo Gomes, 100, Santana, zona norte


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