Gisele Lopes
Secretaria de Educação e Cidadania
Se existe um jogo que pode ajudar uma criança a desenvolver o raciocínio e criar relações sociais saudáveis, esse jogo é o xadrez. Atividade de tabuleiro, em que pensar e elaborar estratégias são ações fundamentais para vencer uma partida, a modalidade também é uma aliada importante na educação.
Parte do programa Escola Ativa, o xadrez rendeu grandes conquistas para os alunos da Emef Hélio Augusto de Souza, no Jardim Valparaíba, região leste de São José.
Após a realização de oito etapas, a escola ficou na terceira colocação do Circuito Sesc Taubaté de Xadrez Escolar, dentre as 20 escolas participantes.
No Circuito Valeparaibano de Xadrez Escolar, os alunos da escola alcançaram a segunda colocação, entre 21 escolas participantes. Os dois campeonatos contam com a participação de diversas escolas do Vale do Paraíba.
E as conquistas não param por aí. Um dos pontos altos durante o ano foi a 12º colocação no Campeonato Paulista de Xadrez Escolar, disputado em outubro na capital paulista, que contou com a participação de 109 escolas.
“Fomos com a intenção de ficarmos entre as 20 melhores escolas do estado de São Paulo e quase ficamos entre as 10 primeiras”, disse o professor de educação física, Paulo Cesar Leone, responsável pelas aulas de xadrez.
Xadrez
O Programa Escola Ativa, na modalidade xadrez, atende 136 alunos da Hélio Augusto de Souza, na faixa etária dos 6 até os 15 anos de idade.
Os benefícios da modalidade receberam aval dos educadores. “É fácil de observar a melhora na capacidade de concentração dos alunos que participam das aulas de xadrez”, disse a professora Eleni Soares da Silva.
Já o professor Paulo Leone salientou a importância do xadrez como ferramenta pedagógica. “Com o xadrez, podemos desenvolver a concentração, criatividade, tomada de decisão, capacidade de planejamento, relações interpessoais e intrapessoais. Além de ser uma excelente forma de observação dos alunos, pois durante a prática podemos verificar habilidades que já foram desenvolvidas e outras que precisão de mais atenção”, afirmou.
Leone destacou ainda que os benefícios da modalidade ultrapassam os muros da escola. “É de suma importância que o professor contextualize o conhecimento adquirido para que os alunos se apropriem das habilidades e competências desenvolvidas durantes as aulas de xadrez, fazendo a transposição para a vida cotidiana, transformando o xadrez em filosofia de vida.”
Para a vida inteira
Aluna do 9º ano, Cecilia Panzeri vai levar para o ensino médio boas recordações que as disputas proporcionaram.
“Comecei a jogar xadrez em casa. Conhecia as regras, mas não sabia nada sobre teoria. Com as aulas, aprofundei meus conhecimentos. A lição mais importante que carrego é a de que o xadrez é base para se tornar um bom cidadão”, disse Cecilia.
Além dos alunos, os pais também aprovam a iniciativa. A secretária Gisele Santos contou que, mesmo no período de férias, a filha Gabrielle não abre mão da apostila de xadrez.
“Minha filha fez uma aula experimental e gostou bastante. Por meio das competições, conquistou várias medalhas. Vejo o xadrez como um grande trabalho pedagógico, que orienta os alunos para a vida. Minha filha está mais calma, responsável. Mesmo de férias, continua estudando as lições da apostila que foi distribuída na escola”, concluiu.
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