São José - 254 anos

São José - 254 anos

Fotos históricas

1. Avenida Dr. João Guilhermino

Giovanni Guiglielmino (1830 - 1895), médico italiano, natural de Calusa, veio em 1876 para São José dos Campos, onde atuou na Rua Direita, atual Rua 15 de Novembro, em prol de pacientes carentes. Foi homenageado postumamente em 1905.

A via que recebe o nome do médico era denominada Avenida da Estação, sendo uma das principais entradas da cidade. Este nome estava ligado a antiga estação ferroviária localizada na atual Av. Euclides Miragaia.

As palmeiras imperiais que ornamentam a via foram plantadas em 1896, como forma de indicar o caminho das pessoas que desembarcavam na estação e se encaminhavam para o centro.

Se hoje a avenida é conhecida pela sua força comercial e seus prédios, ao longo da fase sanatorial do município muitas pensões foram estabelecidas no local, muitas insalubres. Famosos médicos do município atuaram voluntariamente nesses locais, com Dr. Nelson D’Ávila e Dr. Rui Dória.

Outros Nomes: Avenida da Estação.

Foto da década de 40. Crédito: Arquivo Público do Município de São José dos Campos 

Foto atual da avenida. Crédito: Anderson Paguá/PMSJC

2. Igreja Matriz / Praça Padre João Marcondes

A Igreja Matriz foi um dos primeiros espaços construídos no centro do local que se tornaria São José dos Campos. O espaço da Praça João Marcondes é o Marco Zero do município.

A Paróquia São José que existe hoje é a terceira versão da Igreja Matriz da cidade e foi inaugurada em 1936. A primeira ruiu em 1831 e a segunda foi demolida em 1933. Durante esse curto período, de 1933 a 1936, a Igreja São Benedito, da Praça Afonso Pena, foi a Matriz de São José dos Campos.

Até 1834, conforme a tradição da religião católica, o cemitério municipal ficava nessa praça, junto à igreja. Após, devido más condições de preservação, foi transferido para junto da Capela do Largo São Miguel, também no centro.

Foi um espaço de grande movimentação social e cultural no centro, que abrigou inúmeras quermesses, festividades, desfiles de carnaval, comícios políticos e reuniões de toda natureza, valendo de seu amplo espaço aberto. Ademar de Barros, governador do estado de 1947 a 1951, foi um dos políticos que fizeram da praça seu palanque eleitoral.

Conta a história que, após a elevação de São José dos Campos ao status de Vila, a Praça da Matriz ganhou sua primeira fonte ornamental, pois era antes um espaço vazio. Entretanto, por uma falha no projeto, não havia rede de distribuição para abastecê-la.

Outros nomes: Largo da Matriz, Praça Bento Bueno, 19 de Março, Praça João Pessoa.

Foto da década de 40. Crédito: Arquivo Público do Município de São José dos Campos 

Foto atual. Crédito: Adenir Britto/PMSJC

3. Igreja São Francisco Xavier

O distrito de São Francisco Xavier foi criado em 1892, pela Lei Estadual nº 59, de 16 de agosto. O local era um pouso de tropeiros de Minas Gerais que se dirigiam para São José dos Campos. Havia no distrito então uma capela em taipa de pilão, poucas casas e comércios.

A Igreja de São Francisco Xavier, na praça Cônego Manzi, foi reformada e ampliada na década de 1940, mas manteve a sua torre com a característica original de taipa.

Tendo 97% do seu território como Área de Proteção Ambiental (12.623 hectares), tanto municipal quanto estadual, o turismo ecológico e o de aventura se destacam, assim como as ações culturais promovidas na movimentada rua XV de Novembro.

O Distrito de São Francisco Xavier se destaca ainda pela altitude, estando o centro a 720 metros de altitude e seu ponto mais alto, o Pico Selado, a 2.082 metros. O macaco Muriqui, maior primata neotropical e maior mamífero terrestre brasileiro, hoje ameaçado de extinção, habita as matas da região e foi adotado como símbolo local.

Foto da década de 40. Crédito: Arquivo Público do Município de São José dos Campos 

Foto atual. Crédito: Adenir Britto/PMSJC

4. Largo São Miguel

A Capela e a Cruz que ainda hoje estão no Largo São Miguel são memórias do antigo Cemitério Municipal, que se estendia do Largo até a Praça Afonso Pena. Esse foi o segundo da cidade, que substituiu o cemitério da Praça da Matriz em 1834.

Apesar de ter sido desativado em 1882, os corpos só foram totalmente movidos para o novo cemitério na rua Francisco Rafael em 1902, causando revolta na população.

Uma história tradicional do município diz que, após a desativação do cemitério do Largo, no ano seguinte, toda a população foi honrar seus mortos no novo cemitério. Entretanto, no jardim que foi erguido ao lado do Largo São Miguel, uma senhora de cabelos brancos e xale preto foi avistada rezando e passeando pelos canteiros, como se procurasse algo. No dia seguinte, a senhora idosa foi encontrada já falecida entre as flores do jardim. Conta-se que ela buscava, entre os canteiros, o túmulo de um filho que ainda não teria sido transferido para o novo cemitério.

O nome de Largo São Miguel foi estabelecido apenas em 1951, sendo o local conhecido antes como Capela São Miguel Arcanjo.

Outros nomes: Capela São Miguel Arcanjo

Foto da década de 40. Crédito: Arquivo Público do Município de São José dos Campos 

 

Foto atual. Crédito: Adenir Britto/PMSJC

 

5. Avenida Rui Barbosa

Durante a década de 1920, foi solicitado o apedregulhamento e a criação da sarjeta da Rui Barbosa, pois era a via de maior movimento da cidade, a entrada do sul de minas e pela proximidade com as fábricas que se instalaram na região. Antigamente, já foi chamada de Rua do Parayba, por ser a via que conectava o centro ao leito do Rio Paraíba.

O viaduto da avenida foi construído pela empresa Estrada de Ferro Central do Brasil, na época em que foram feitos os novos ramais da ferrovia, como uma forma de proteger os munícipes, evitando que eles cruzassem a via. O prolongamento da Rui Barbosa chega até o Terminal Central, construído na década de 1966, no centro da cidade.

Com grande destaque entre as fábricas do local, podemos citar a Cerâmica Weiss, que foi a maior fábrica de cerâmica e pintura a mão do mundo em seu auge.

Grande intelectual de sua época, Ruy Barbosa de Oliveira (1849-1923) atuou como jurista, diplomata, escritor e em outras áreas. Foi representante brasileiro na Conferência da Paz, em Haia (1907), ocasião que lhe rendeu a alcunha “Águia de Haia”, pela eloquência de sua fala.

Outros nomes: Rua do Parayba, Rua 5 de Outubro.

Foto da década de 40. Crédito: Arquivo Público do Município de São José dos Campos 

 

Foto atual. Crédito: Adenir Britto/PMSJC

6. Avenida São José

A Avenida São José foi uma das primeiras vias do município, conhecida como Rua de Trás, por estar localizada atrás da Igreja Matriz. Ao longo do tempo, ficou popularmente conhecida como Rua do Comércio, quando ainda era um dos locais com mais lojas do município.

Em 1939, por ordem do Prefeito Sanitarista Francisco José Longo, o Ato nº 44, as construções da Orla do Banhado foram removidas, abrindo o horizonte para a vista do centro da cidade. Devido a esse alargamento, passou para categoria de avenida.

Ao longo da orla do Banhado estão duas homenagens a momentos históricos nacionais: o Obelisco MMDC, em homenagem aos mártires do movimento constitucionalista, e o Monumento aos Expedicionários, estátua em homenagem aos soldados joseenses que participaram da Segunda Guerra Mundial.

Outros Nomes: Rua de Trás, Rua do Comércio, Rua 1º de Março.

Foto da década de 40. Crédito: Arquivo Público do Município de São José dos Campos 

Foto atual. Crédito: Anderson Paguá/PMSJC

7. Museu Municipal

Construído em 1926, o Museu Municipal foi projetado originalmente para abrigar a Câmara Municipal. O projeto foi elaborado por Maurício Herro, tendo a execução de Abraão Leite, o Mestre Abraãozinho.

Entretanto, da década de 1920 até 1967, o prédio foi sede da Escola Normal Livre, de formação de professores, e depois o Grupo Escolar João Cursino. Finalmente passou a servir como sede do Poder Legislativo, no final da década de 1960.

Após a inauguração da nova Câmara Municipal em 2002, o prédio recebeu o nome de Espaço Mário Covas, em homenagem ao governador de São Paulo no período de 1995 a 2001, e passou a ser administrado pela Fundação Cultural Cassiano Ricardo.

Desde 2013, o Museu Municipal está instalado no prédio da antiga Câmara, com um acervo de mostras permanentes e exposições itinerantes. Dentre os objetos do acervo fixo estão itens históricos da Cerâmica Weiss, do Observatório Astronômico Remo Cesaroni, da Tecelagem Parahyba e Objetos de Audiovisual e Artes Visuais.

Outros dois núcleos do Museu Municipal são o Museu do Folclore, no Parque da Cidade, e o Museu de Arte Sacra, na Capela Nossa Senhora Aparecida, ao lado do Mercado Municipal.

Outros nomes: Grupo Escolar João Cursino, Câmara Municipal.

Foto de 1944. Crédito: Arquivo Público do Município de São José dos Campos 

Foto atual. Crédito: Claudio Vieira/PMSJC

8. Mercado Municipal

O prédio do Mercadão, com 2.188m² de área construída, é tombado como patrimônio histórico, mantendo os núcleos originais da fachada. A obra foi realizada pelo mestre Abrãozinho, mesmo responsável pela obra da antiga Câmara Municipal.

Foi inaugurado em 1923 na área comercial do antigo Largo D’Aparecida. O nome anterior vem da Capela Nossa Senhora Aparecida que hoje abriga o Museu de Arte Sacra. O largo era parada dos tropeiros que chegavam em São José dos Campos, vindos principalmente do Sul de Minas, para vender produtos e agradecer pela viagem.

Na década de 1990 passou por restauros da fachada, piso e estrutura, organizadas pela Fundação Cultural Cassiano Ricardo, assim como ganhou sua cobertura, melhorando as condições para os comerciantes locais.

Outros nomes: Largo D’Aparecida e Largo do Comércio.

Foto de 1944. Crédito: Arquivo Público do Município de São José dos Campos 

Foto atual. Crédito: Claudio Vieira/PMSJC

 

Foto de 1944. Crédito: Arquivo Público do Município de São José dos Campos 

 

Foto atual. Crédito: Claudio Vieira/PMSJC

9. Biblioteca Municipal

Construído na década de 1910, inaugurado como Theatro São José, foi sugestão de uma comissão municipal. Permaneceu como centro da vida cultural do município durante as décadas de 1910 e 1920, com apresentações teatrais, bailes e cinema.

Devido as más condições sanitárias do espaço na década de 1930 e a crescente preocupação com a tuberculose, o espaço que não contava com boa circulação de ar ou luz direta foi fechado e desapropriado pela prefeitura.

Entre 1941 e 1980 foi a sede da Prefeitura Municipal, sendo também sede da Câmara até 1967. Desde a mudança do Executivo para o prédio atual na Rua José de Alencar, instalou-se no local a Biblioteca Pública Municipal Cassiano Ricardo

Homenageado com seu nome na biblioteca, o escritor Cassiano Ricardo foi um poeta da geração modernista de tendência nacionalista e, posteriormente, concretista. Ocupou a cadeira número 31 da Academia Brasileira de Letras.

Foi o primeiro edifício a ser preservado por lei em São José dos Campos, em 1986.

Outros nomes: Theatro Municpal, Paço Municipal.

Foto de 1944. Crédito: Arquivo Público do Município de São José dos Campos 

Foto atual. Crédito: Claudio Vieira/PMSJC

10. Praça Afonso Pena

Inaugurada com o nome de Largo Municipal, ficou conhecida popularmente como Largo da Cadeia ou Largo de São Benedito, quando essas construções tradicionais estavam em atividade, no início do século XX.

Até a década de 1950, circos se instalavam nessa Praça e na Praça do Sapo, tornando esses locais os centros de diversão mais populares, em oposição aos teatros e cinemas, mais elitistas. Essa tradição continuou com a instalação do anfiteatro na Praça Afonso Pena, na década de 1970, que recebeu ações culturais até 2000, quando foi desativado. Também desde 1970 a feira hippie acontece no local.

Afonso Pena (1847-1909), natural de Santa Bárbara-MG, formado advogado em 1870, foi presidente brasileiro entre 1902 e 1906, após ser eleito como vice do candidato Francisco Brandão.

Além de Afonso Pena, outra famosa figura foi homenageada na praça: o Dr. Nelson D’Ávila. Médico da fase sanatorial do município, famoso por suas ações humanitárias, seu busto moldado em bronze se encontra na praça, de frente com a Antiga Câmara Municipal.

Outros nomes: Largo Municipal, Largo da Cadeia, Largo de São Benedito.

Foto da década de 80. Crédito: Arquivo Público do Município de São José dos Campos 

Foto atual. Crédito: Claudio Vieira/PMSJC

11A - Av. Francisco José Longo

Francisco José Longo foi Prefeito Sanitário de São José dos Campos de 1938 a 1941, e, entre outros feitos, foi o responsável pela remoção das casas na orla do banhado, criando a paisagem atual.

Curiosamente, o jornal impresso da época, Correio Joseense, fez a matéria de nomeação de José Longo com um erro de grafia: “O novo Perfeito”, em vez de Prefeito. Sua indicação foi realizada pelo Interventor Federal em São Paulo, Adhemar de Barros.

11b. Avenida Dr. Adhemar de Barros

Adhemar de Barros (1901-1969), nascido em Piracicaba, foi um importante médico e político brasileiro, duas vezes governador do Estado de São Paulo, de 1947 a 1951, e de 1963 a 1966.

Entre os destaques da Avenida Dr. Ademar de Barros está o Parque Santos Dumont, inaugurado em 1971, com 46.500 m² de área. O espaço público foi criado após a desapropriação do Sanatório Ezra em 1966. Este pavilhão sanatório para tuberculosos era mantido pela Sociedade Beneficente Israelita Ezra e chegou a abrigar 120 leitos de internação.

Foto de 1976. Crédito: Arquivo Público do Município de São José dos Campos 

 

Foto atual. Crédito: Anderson Paguá/PMSJC

12. Parque da Cidade – Tecelagem Parahyba

O Parque Municipal Roberto Burle Marx ocupa uma área de quase um milhão de metros quadrados, parte da antiga Fazenda da Tecelagem Parahyba. Foi transformada em Parque Municipal em 1996.

Durante seu auge, a Tecelagem Parahyba dominava 70% do mercado nacional de cobertores de mantas, e também trabalhando com exportações. A Fábrica, inaugurada em 1925, já em 1935 contava com mais de mil operários, sendo um dos complexos industriais mais importantes do país.

As Palmeiras Imperiais que ornam o Parque da Cidade foram plantadas para indicar o caminho entre a Tecelagem Parahyba e a escola frequentada pelos filhos de seus funcionários, sendo essa uma das melhoras de condições realizadas pela gestão da antiga fábrica.

Com o endividamento nas décadas de 1970 e 1980, diversos bens da empresa passaram para o governo na década de 1990, sendo então preservados como patrimônios do município e servindo de prédios para instituições públicas, como a Fundação Hélio Augusto de Souza e o IBGE.

Após a aquisição do parque pela Prefeitura, ações culturais e festivas de grande porte passaram a ser realizadas no parque, como o aniversário da cidade e festas de culinária tradicional.

Foto da década de 70. Crédito: Arquivo Público do Município de São José dos Campos 

Foto atual. Crédito: Anderson Paguá/PMSJC

13. Rua Euclides Miragaia

Antigamente, a rua Euclides Miragaia era denominada Rua da Fábrica, devido a Fábrica de Louças Santo Eugênio. Também ganhou o apelido de Rua da Caixa D’Água, com a chegada da estrutura da rede de adução de água e da estação de tratamento, popularmente conhecida como Caixa D’Água da Sabesp.

No local, anteriormente, estava a Estação Ferroviária do município, que viria a ser transferida para a Av. Sebastião Gualberto, na Vila Maria, em 1924.

Euclides Bueno Miragaia (1911-1932), joseense, foi um dos quatro estudantes mártires do Movimento Constitucionalista, mortos em 1932, que deram origem a sigla MMDC. Em 2011, os quatro manifestantes foram inscritos no Livro dos Heróis da Pátria.

Outros nomes: Rua da Fábrica, Rua da Caixa D’Água.

Foto de 1939. Crédito: Arquivo Público do Município de São José dos Campos 

Foto atual. Crédito: Anderson Paguá/PMSJC

14. Avenida Dr. Nelson D’Ávila

A Av. Nelson D’Ávila era denominada Rua dos Bambus, devido os bambuzais que fechavam as chácaras que compunham a via. Devido ao risco para saúde pública, pois os bambuzais impediam o curso da água, esta vegetação foi retirada em 1892.

Após a instalação do DCTA, tornou-se uma das principais vias do município, recebendo melhorias e alargamento. Também teve um aumento de importância com chegada da Rodovia Presidente Dutra e o acesso para a Rodovia dos Tamoios. A Fábrica de Louças Santo Eugênio, que empregou mais de 400 pessoas, esteve na via até 1967.

Dr. Nelson D’Avila foi um dedicado médico da região de São José dos Campos em sua fase sanatorial. Chegou no Município em 1914 e atuou por 40 anos em prol da saúde joseense, tendo sido também vereador e presidente da Câmara Municipal. Na placa em sua homenagem, constava a inscrição: “Modelo de Médico e Homem Público”.

Dentre suas ações políticas mais importantes está a disputa com o também médico Dr. Ruy Dória a cerca da “vocação” do município. Enquanto Ruy Dória defendia a continuidade da fase sanatorial do município, Nelson d’Ávila

Outros nomes: Rua dos Bambus, Rua 24 de Fevereiro, Rua 24 de Outubro.

Foto da década de 80. Crédito: Arquivo Público do Município de São José dos Campos 

 

Foto atual. Crédito: Claudio Vieira/PMSJC

 

15. Rod. Presidente Dutra

Eurico Gaspar Dutra (1883-1974) foi Presidente do Brasil de 1946 a 1951, tendo servido na carreira militar de 1903 a 1945. Possui a extensão de 402 km, conectando São Paulo e Rio de Janeiro. Foi inaugurada em 1951 e duplicada em 1967.

A chegada da rodovia causou grande impacto na vida joseense. Além de facilitar o acesso ao município, exigiu a criação de novas infraestruturas, pois dividiu a cidade ao meio. Assim, novas estruturas como viadutos e travessias foram necessárias para o desenvolvimento.

Atualmente, estima-se que 50% do PIB nacional trafegue pela rodovia, que já está integrada ao dia a dia de São José dos Campos.

Foto da década de 70. Crédito: Arquivo Público do Município de São José dos Campos 

Foto atual. Crédito: Claudio Vieira/PMSJC

16. Parque Vicentina Aranha

Na primeira metade do século XX, o Sanatório Vicentina Aranha foi uma grande referência na América Latina no tratamento de tuberculose. A instalação do complexo em São José dos Campos ocorreu devido a fama do clima local, que seria propício para o tratamento de doenças respiratórias.

O sanatório foi inaugurado em 1924 e recebeu o nome da benfeitora Vicentina de Queiroz Aranha, em homenagem póstuma. Vicentina Aranha atuou com afinco na arrecadação de fundos para a construção do Sanatório, organizando festas e ações sociais para esta causa. Infelizmente, seu falecimento ocorreu antes da inauguração, em 1918.

O projeto do complexo de saúde é do arquiteto Francisco de Paula Ramos de Azevedo e as obras foram executadas pelo engenheiro Augusto de Toledo. Em 1980, por decisão da Santa Casa de São Paulo, passou a abrigar um hospital geriátrico cujas atividades foram encerradas em 2003. O Parque Vicentina Aranha é um Bem Cultural do Município tombado pela Lei Municipal nº 4928/96.

A área arborizada do Vicentina Aranha, com aproximadamente 3000 árvores de mais de 100 espécies, ocupa 85 mil metros quadrados. Animais também circulam livremente pelo parque, como galinhos garnisés, perus e a ave símbolo do local: a Galinha de Angola.

Com uma extensa programação cultural, o espaço se tornou referência em ações literárias, musicais e folclóricas, servindo toda a população joseense. Destacam-se, entre outros, a Festa LíteroMusical e o maior bloco de carnaval do de São José dos Campos, o Bloco da Galinha D’Angola.

Foto de 1947. Crédito: Arquivo Público do Município de São José dos Campos 

 

Foto atual. Crédito: Anderson Paguá/PMSJC

17. Praça João Mendes (Praça do Sapo)

A praça João Mendes recebeu seu nome oficial ainda em 1905, por decisão do Legislativo. Entretanto, desde essa época, já estava na cultura popular o surgimento de nomes espontâneos. Um dos primeiros foi Largo da Valeriana, devido uma loja de mesmo nome. Outro nome registrado, porém sem registro formal de sua origem é o Largo do Nhô Bino.

Assim como a Praça Afonso Pena, na década de 1940 e 1950, a Praça João Mendes recebia circos e peças teatrais. O chafariz com os sapos de cimento e o teatro aberto foram construídos em 1943. Desde então o nome popular Praça do Sapo está no imaginário pop

Dr. João Mendes de Almeida (1831-1898) foi um jurista, político, jornalista e líder abolicionista brasileiro.

Outros nomes: Largo da Valeriana, Largo do Nhô Bino, Praça do Sapo.

Foto da década de 40. Crédito: Arquivo Público do Município de São José dos Campos 

Foto atual. Crédito: Adenir Britto/PMSJC

18 e 19. Eugênio de Melo

Inaugurada em 1898, a Estação de Eugênio de Melo era um edifício de madeira até 1925, quando foi reconstruída em alvenaria pela Estrada de Ferro Central do Brasil. Ao seu redor, a partir da Rua 7 de Setembro, surgiu o bairro de mesmo nome.

Na década de 1960, o bairro já está consolidado, tendo uma nova igreja, a Paróquia Imaculada Conceição, que substituiu a igreja da praça Emília Molina. Possui seu centro educacional, o Grupo Escolar Pedro Mascarenhas.

Um dos grandes destaques do bairro é o Jequitibá Rosa, árvore de aproximadamente 500 anos que está às margens da estrada que conecta São José dos Campos e Caçapava. A árvore é imune a corte desde 1993 e recentemente recebeu uma estrutura de proteção.

O nome da estação foi uma homenagem a Eugênio Adriano Pereira de Cunha e Mello, diretor da E. F. Central do Brasil de 1889 a 1891. A área foi transformada em patrimônio histórico em 1996, e tem passado por diversos restauros para recuperar suas características originais.

Foto da década de 60. Crédito: Casa De Cultura Rancho Do Tropeiro Ernesto Villela

Foto atual. Crédito: Anderson Paguá/PMSJC

Foto de 1925. Crédito: Casa De Cultura Rancho Do Tropeiro Ernesto Villela

 

Foto atual. Crédito: Adenir Britto/PMSJC

 

 

 

 

Para a elaboração dos textos sobre esses pontos históricos foram consultados livros, sites e documentos municipais. A leitura desses materiais é indicada a todos que tenham curiosidade sobre a cidade e suas histórias, pois são ricos em dados e fotos.

CHUSTER, Vitor. São José dos Micuins: almanaque de curiosidades históricas de São José dos Campos, no Período Sanatorial. São José dos Campos: Vallilo Gráfica e Editora Ltda EPP, 2011.

COSTA, Luiz Paulo. Com a sua bênção, Chico Triste. São José dos Campos – SP: Focusvale, 2015.

JUNIOR, Agê. São José dos Campos e sua História. São Paulo: Oficinas da Offset Cópia Ltda. 1978, 3ª Edição.

NUNES, Guilherme A. E. História e Cotidiano: Estudo da Cidade de São José dos Campos/SP por meio da Toponímia. TCC – Faculdade de Educação e Artes, Universidade do Vale do Paraíba. São José dos Campo - SP, 2018. Disponível em: http://www.camarasjc.sp.gov.br/promemoria/wp-content/uploads/2019/01/TCC-Historia-e-Cotidiano-Estudo-da-cidade-de-SJC-por-meio-da-toponimia.pdf Acesso em 12 de set. de 2021

RIBEIRO, Wagner. São José de Antigamente: Fomentando a História do Município desde 2006. Disponível em: https://www.sjcantigamente.com.br/ Acesso em 12 de set. de 2021.

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS. Prefeitura de São José dos Campos. Disponível em: https://www.sjc.sp.gov.br/ Acesso em 12 de set. de 2021.

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS.São José em Dados. 2016. São José dos Campos, SP: Prefeitura Municipal de São José dos Campos, 2016. Disponível em: https://servicos2.sjc.sp.gov.br/media/667370/sjdados_2016.pdf Acesso em 12 de set. de 2021.

SIQUEIRA, Jairo César. Nossa Cidade de São José dos Campos. São José dos Campos: Fundação Cultural Cassiano Ricardo. 1991.

VETILLO, Walter; VETILLO, Eduardo. A Luta Contra Tuberculose. Nelson D’Ávila e a Fase Sanatorial em São José dos Campos. São José dos Campos: Prefeitura de São José dos Campos – SP, 1ª Edição – 2008. Disponível em: https://www.sjc.sp.gov.br/media/113460/a_luta_contra_a_tuberculose.pdf Acesso em 12 de set. de 2021

ZANETTI, Valéria (Org.). Os Campos da Cidade: São José revisitada. São Paulo: Intergraf. 2008. 198p. Disponível em: http://www.camarasjc.sp.gov.br/promemoria/wp-content/uploads/2018/07/Volume-I-Os-Campos-da-Cidade-S%C3%A3o-Jos%C3%A9-Revisitada.pdf Acesso em 12 de set. de 2021

×